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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sem Adeus Apenas (Augusto Simões)

Hoje te deixo ir, com o coração sofrido

Uma liberdade imensa, uma ânsia pelo desconhecido

Uma vontade de viver, uma vontade de ter vivido

Uma verdade intensa, depois de sucumbido

Tanta vida que há fora e eu morto, contigo

Deixo que vás embora, mesmo se fosse comigo

Vou sem mais demoras, rumo ao tal destino

Que já conheci outrora, mas foi tão frio amigo

Vou respirar a aurora que já inspirei assíduo

Vou aceitar as horas onde me encontrar perdido

E te farei senhora, apenas do teu destino

E me farei, agora, jamais teu inimigo

Mas me farei por hora, seu velho conhecido

Até que chegues, senhora, num lugar que faz sentido

Posto que de fora, já nem serei mais teu amigo

Então choro por fora, pois por dentro fui destruído

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Piegas (Augusto Simões)


Não me ignore
Não adore
Nem me implore
Só diga que sim, gosta
Se, de fato, gostar

Não me amole
Sou mole
Não me enrole
Se me disser que gosta
Posso acreditar

Não faço média
Sem rédeas
E sem comédias
Leio até enciclopédias
Para me declarar

Se não te cabes
Te abres
Eu movo mares
Canto por todos bares
Só pra te cortejar

E se revelas
Te entregas
Fico piegas
Faço milhões promessas
Que vou mesmo honrar

E quando juntos
Absurdos
Absolutos
Seremos um conjunto
Que não vai se separar