terça-feira, 25 de junho de 2013
Canção Sem Pressa (Augusto Simões)
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Poema do Amor Não Tão Novo (Augusto Simões)
terça-feira, 20 de março de 2012
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Sem Adeus Apenas (Augusto Simões)
Hoje te deixo ir, com o coração sofrido
Uma liberdade imensa, uma ânsia pelo desconhecido
Uma vontade de viver, uma vontade de ter vivido
Uma verdade intensa, depois de sucumbido
Tanta vida que há fora e eu morto, contigo
Deixo que vás embora, mesmo se fosse comigo
Vou sem mais demoras, rumo ao tal destino
Que já conheci outrora, mas foi tão frio amigo
Vou respirar a aurora que já inspirei assíduo
Vou aceitar as horas onde me encontrar perdido
E te farei senhora, apenas do teu destino
E me farei, agora, jamais teu inimigo
Mas me farei por hora, seu velho conhecido
Até que chegues, senhora, num lugar que faz sentido
Posto que de fora, já nem serei mais teu amigo
Então choro por fora, pois por dentro fui destruído
terça-feira, 21 de junho de 2011
Fado Tropical (Chico Buarque e Ruy Guerra)

Oh, musa do meu fado,
Oh, minha mãe gentil,
Te deixo consternado
No primeiro abril,
Mas não sê tão ingrata!
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou.
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental. Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo ( além da sífilis, é claro). Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar, o meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
Com avencas na caatinga,
Alecrins no canavial,
Licores na moringa:
Um vinho tropical.
E a linda mulata
Com rendas do alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo...
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!
"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto,
De tal maneira que, depois de feito,
Desencontrado, eu mesmo me contesto.
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito,
Me assombra a súbita impressão de incesto.
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa,
Mas meu peito se desabotoa.
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa,
Pois que senão o coração perdoa".
Guitarras e sanfonas,
Jasmins, coqueiros, fontes,
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo...
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um império colonial!
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal:
Ainda vai tornar-se um império colonial!
Menina, Deixa Estar (Augusto Simões)

Ah, menina
Deixa esse povo de lado e vem pra cá
Menina
Que não há nada de errado em se gostar
Mas menina
Tudo que a gente precisa é só se dar
Não reprima
Toda essa sua vontade, deixa estar
Vai
Ouve o coração
E deixa a razão
Que não quer gostar
Vai
Deixa a emoção
No diapasão
Do seu bem-estar
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Piegas (Augusto Simões)

Não me ignore
Não adore
Nem me implore
Só diga que sim, gosta
Se, de fato, gostar
Não me amole
Sou mole
Não me enrole
Se me disser que gosta
Posso acreditar
Não faço média
Sem rédeas
E sem comédias
Leio até enciclopédias
Para me declarar
Se não te cabes
Te abres
Eu movo mares
Canto por todos bares
Só pra te cortejar
E se revelas
Te entregas
Fico piegas
Faço milhões promessas
Que vou mesmo honrar
E quando juntos
Absurdos
Absolutos
Seremos um conjunto
Que não vai se separar
terça-feira, 24 de maio de 2011
Ontem, Hoje, Nunca Mais... (Augusto Simões)

Hoje, ela já não é a mesma
Passa o tempo e com certeza
Faz todo mundo mudar
Ontem, sofri até sem razão
Pensando na emoção
Que um dia já senti
Hoje ela já não é a mesma
Sim, manteve a beleza
Mas não sabe mais cantar
Ontem, amei até sem razão
E escrevi uma canção
Pra fazer ela sorrir
Hoje, ela já não é a mesma
Perdeu tanto da pureza
Que me ensinou a amar
Ontem, sorri até sem razão
Pois bastava a sensação
De vê-la, ali, dormir
Hoje, ela já não é a mesma
Perdeu aquela leveza
Perdeu o hábito de voar
Ontem, pulei até sem razão
Deixei minha solidão
Tive ela só pra mim
Hoje, ela já não é a mesma
Ela não é ela mesma
Virou alguém, sabe lá
Ontem, perdi até sem razão
Achei ser a solução
Mas foi ali que morri